A Copa do Mundo está a todo vapor, e o clima de torcida invade as casas e os encontros entre amigos, com muitos participando de bolões. Esse ambiente de celebração me fez lembrar de uma cena da série “Machos Alfa”, da Netflix, onde amigos discutem sobre o futebol. Um deles menciona que os jogadores ganham mais porque o mercado valoriza mais o futebol masculino. Essa afirmação gera questionamentos sobre as desigualdades que persistem entre os gêneros no esporte.
O futebol chegou ao Brasil em 1894, trazido por Charles Miller, e se organizou com a criação da Liga Paulista em 1901. A seleção brasileira surgiu em 1914, mas o futebol sempre foi um espaço dominado pelas elites. A profissionalização só ocorreu na década de 1930, enquanto o futebol feminino enfrentou um longo caminho de restrições. Em 1940, campanhas contra o futebol feminino ganharam força, e em 1941, um decreto de Getúlio Vargas proibiu a prática, alegando que não era compatível com a natureza feminina. Essa proibição só foi revogada em 1979, e a regulamentação oficial do futebol feminino aconteceu em 1983.
Com essa diferença de tempo, o futebol masculino teve mais oportunidades de se consolidar, enquanto o feminino demorou a ganhar visibilidade e apoio. Hoje, a disparidade salarial entre atletas de ambos os gêneros é significativa, refletindo essa desigualdade histórica. Embora ainda haja muitos desafios, o crescimento do futebol feminino no Brasil é um sinal positivo.
Para quem quer acompanhar de perto as discussões sobre futebol e as ações em prol da igualdade no esporte, é possível acessar informações por meio de canais oficiais e redes sociais. Além disso, audiências públicas e eventos relacionados ao tema são boas oportunidades para se informar e participar desse debate. O caminho para reduzir essas desigualdades é longo, mas o aumento da visibilidade do futebol feminino é um passo importante nessa direção.