Em uma audiência pública nos Estados Unidos, marcada para discutir tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve argumentar que eventuais punições devem ser direcionadas aos responsáveis, e não afetar toda a economia do Brasil. A informação foi antecipada pela colunista Mônica Bergamo. Flávio pretende destacar que a proposta do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) impactaria não apenas os exportadores brasileiros, mas também importadores americanos e consumidores nos dois países.
Entre as queixas levantadas durante a administração de Donald Trump estão críticas ao uso do sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, e alegações de que o Brasil não estaria combatendo a corrupção de forma eficaz. Uma nova audiência pública está programada para 6 de julho, parte da consulta do USTR antes da decisão final sobre as tarifas. O governo brasileiro, por sua vez, não deve participar ativamente da audiência, optando por se concentrar nas comunicações diretas entre os governos.
Figueiredo afirmou que Flávio vai argumentar que muitas das práticas criticadas pelos EUA são resultado de decisões judiciais, não de leis aprovadas pelo Congresso. Entre os exemplos citados estão pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal que ainda estão pendentes. O objetivo é mostrar que os temas discutidos na investigação americana refletem uma disputa interna no Brasil e não devem justificar sanções econômicas.
Flávio terá cinco minutos para apresentar suas considerações e deve enfatizar que o Pix beneficia tanto consumidores e empresas brasileiras quanto empresas americanas no Brasil. O senador e outros influenciadores bolsonaristas, como Eduardo Bolsonaro, estão atualmente em Washington para reuniões com autoridades locais, buscando retomar discussões sobre medidas contra ministros do STF. Para acompanhar o andamento dessas audiências e decisões, é importante ficar atento aos canais oficiais do governo e à imprensa.