Na última terça-feira (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a apreensão de uma arma registrada em seu nome, que foi encontrada com um de seus seguranças durante uma blitz. O advogado Paulo da Cunha Bueno afirmou que o depoimento, feito em casa e gravado em vídeo, reafirmou as informações já apresentadas pela defesa, sem novas divergências. De acordo com a defesa, Bolsonaro havia solicitado o conserto da pistola após identificar uma falha.
O depoimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o delegado Thiago Boeing, da 17ª DP, foi quem conduziu a oitiva. A investigação ainda deve ouvir o segurança de Bolsonaro e apresentar um laudo sobre a arma. A defesa argumenta que não existe relação entre o caso e o fim do prazo da prisão domiciliar de Bolsonaro, que termina na próxima quinta-feira (25). A decisão sobre a continuidade da prisão domiciliar agora cabe a Moraes.
A pistola Glock de 9 milímetros foi apreendida no dia 15 de junho e, segundo a defesa, a entrega do armamento tinha como único objetivo realizar a manutenção necessária. Moraes questionou a razão pela qual Bolsonaro mantinha uma arma em casa e por que pediu o conserto pouco antes do término da prisão domiciliar. A defesa também ressaltou que, apesar da condenação do ex-presidente, não havia sido determinada a entrega de armas ou o cancelamento de registros.
Para quem quiser acompanhar o caso, é possível acessar informações e documentos através dos canais oficiais da Justiça e da Polícia Civil do DF. A próxima etapa do processo dependerá das decisões do ministro Moraes, que pode convocar novas audiências ou determinar outras diligências relacionadas ao caso.