Às vésperas da segunda partida do Irã na Copa do Mundo, marcada para este domingo (21) contra a Bélgica em Los Angeles, a seleção iraniana voltou a expressar descontentamento com as dificuldades enfrentadas desde sua chegada aos Estados Unidos. A equipe, que está concentrada em Tijuana, no México, reclama que teve menos tempo para se adaptar e se preparar em comparação com outras seleções. O técnico Amir Ghalenoei destacou que problemas logísticos e restrições limitaram o tempo de treino antes dos jogos. Ele mencionou que a equipe chegou com menos de 18 horas de antecedência e apenas conseguiu realizar parte do treino programado.
Ghalenoei também comentou sobre a expectativa de melhorias para a próxima viagem, já que a seleção deverá chegar dois dias antes do jogo contra o Egito, no dia 27. O treinador questionou por que essa autorização não foi concedida antes e ressaltou que, apesar de esforços da FIFA para minimizar as dificuldades, os problemas persistiram. Para ele, o empate de 2 a 2 na estreia contra a Nova Zelândia foi reflexo do cansaço acumulado pela viagem e das limitações enfrentadas nos treinos, o que resultou em falhas defensivas e passes excessivos.
Com um clima tenso fora de campo, o lateral belga Thomas Meunier também reconheceu o impacto emocional que a situação do Irã pode ter sobre os jogadores. Ele considera isso um desafio adicional, já que muitos atletas podem ter familiares afetados pelos conflitos. No primeiro jogo, a Bélgica empatou em 1 a 1 com o Egito, e o técnico Rudi Garcia mencionou a necessidade de estar 100% para vencer o Irã. A expectativa é que o gramado em Los Angeles ofereça melhores condições, prometendo um jogo mais rápido e dinâmico. A torcida pode acompanhar a partida pela TV, e os ingressos ainda estão disponíveis em plataformas oficiais.