Em 2025, um estudo revelou que a maioria das propostas apresentadas ao Congresso Nacional, cerca de 80%, restringe a liberdade econômica. A pesquisa, realizada pelo Ranking dos Políticos em parceria com o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica e o Fé & Trabalho, analisou 1.650 projetos e medidas provisórias, dos quais apenas 10% foram considerados como ampliação da liberdade. O levantamento indica que o atual Congresso tende a ser mais intervencionista, aumentando regulamentações em várias áreas.
O estudo detalhou que partidos de diferentes espectros, incluindo aqueles de centro-direita, também apresentaram um volume significativo de propostas intervencionistas. Por exemplo, o Republicanos, PP e PL tiveram mais de 40% de suas propostas com esse perfil. Apenas o partido Novo apresentou um saldo positivo em relação à ampliação da liberdade econômica. Daniel Galvêas, analista de políticas públicas do Ranking dos Políticos, destacou que muitas propostas criam benefícios para grupos específicos, transferindo os custos para a sociedade em geral.
Além disso, a pesquisa identificou que 86% das medidas provisórias também restringiam a liberdade econômica, com 95% dos projetos industriais apresentando algum grau de intervenção. No setor agro, 62% das propostas também propunham intervenções econômicas. A análise mostrou que as propostas que geram mais despesas estão fortemente ligadas a restrições econômicas, com 93,7% delas sendo classificadas como intervencionistas.
Para acompanhar as atividades do Congresso e se informar sobre novas propostas, os cidadãos podem acessar os sites oficiais das casas legislativas e acompanhar as sessões ao vivo. Além disso, é possível utilizar canais de denúncia e consultar documentos públicos para entender melhor o impacto das decisões. Nos próximos meses, as tramitações dessas propostas seguirão suas agendas, e audiências públicas poderão ser convocadas para discutir seus efeitos.