O Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, que ainda não passou pela avaliação da Conitec, o órgão responsável por analisar a inclusão de novos imunizantes no SUS. A decisão foi anunciada no início do mês, após o registro de duas mortes suspeitas associadas à vacina, que ainda estão em investigação. A Anvisa já havia aprovado o imunizante, mas a Conitec precisa aprovar a utilização dele no Sistema Único de Saúde.
O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que também é pré-candidato ao Senado pelo PL, criticou a suspensão e afirmou que a atual gestão não cumpriu o rito necessário ao não submeter a vacina à análise técnica. Queiroga ressaltou que, embora não questione a eficácia do imunizante, é essencial seguir os processos estabelecidos. Em contrapartida, o Ministério da Saúde afirmou que a Conitec não avalia marcas, mas sim a tecnologia utilizada, citando que a vacina Qdenga, que também usa uma tecnologia similar, já foi aprovada.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) se pronunciou sobre a situação, destacando a importância da análise técnica para cada vacina, pois elas podem ter perfis diferentes de segurança e eficácia. Queiroga, por sua vez, pretende levar o caso ao Tribunal de Contas da União, alegando improbidade administrativa na compra do imunizante sem a análise da Conitec. O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, defendeu que a vacina nacional é mais barata e que não havia riscos à segurança, apresentando dados robustos dos estudos clínicos que sustentam sua incorporação ao SUS.
Para quem deseja acompanhar mais sobre o assunto, as sessões e decisões do Ministério da Saúde podem ser acompanhadas por meio do site oficial do órgão e das redes sociais. Denúncias e questionamentos podem ser feitos através dos canais oficiais disponíveis. O próximo passo envolve a tramitação da situação na Conitec e possíveis audiências públicas sobre o tema.