Na manhã de quinta-feira (18), a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da operação Compliance Zero, cumprindo 18 mandados de busca e apreensão em locais da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Essa operação investiga irregularidades envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master, além de mirar o ex-presidente do Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que é o atual líder do governo no Senado. O foco é apurar suspeitas de que Wagner tenha recebido valores relacionados ao banco.
Após o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da reunião do G7 na França, aliados do presidente estão avaliando como essa operação pode impactar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), que foi mencionado em conversas sobre a captação de recursos para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que Lula converse com Wagner sobre a situação, já que ele havia questionado o senador em reuniões anteriores, mas não houve ainda uma definição sobre a continuidade de Wagner no cargo.
Ministros e aliados próximos de Lula expressaram surpresa com a revelação de laços entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Em resposta, o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, publicou um texto nas redes sociais defendendo a posição do partido e ressaltando que as relações comerciais sob investigação ocorreram durante a gestão Bolsonaro. Ele argumentou que tentar igualar as responsabilidades entre os partidos é uma estratégia desespero de Flávio Bolsonaro.
Para acompanhar a tramitação desse caso e outras ações do governo, os cidadãos podem acessar os canais oficiais de comunicação, onde também é possível fazer denúncias e acessar documentos públicos. As próximas etapas incluem a análise das provas coletadas e possíveis audiências públicas, além de uma monitorização constante das ações da Polícia Federal nesse contexto.