June 17, 2026
Política

Câmara dos Deputados avança com proposta de criminalização da misoginia

  • junho 17, 2026
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Na terça-feira, 16 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou o parecer da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre um projeto de lei que visa combater a misoginia, equiparando

Câmara dos Deputados avança com proposta de criminalização da misoginia

Na terça-feira, 16 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou o parecer da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre um projeto de lei que visa combater a misoginia, equiparando essa prática ao crime de racismo. O projeto, conhecido como PL 896/23, também amplia as punições para casos que acontecem online com o intuito de obter lucro ou visibilidade e propõe campanhas públicas para enfrentar a misoginia. A proposta já passou pelo Senado, mas ainda precisa ser votada no plenário da Câmara.

Durante a análise, foi destacado que a misoginia envolve a prática, indução ou incitação à violência contra mulheres, além de ofensas à dignidade delas. Tabata Amaral mencionou a conexão entre discurso de ódio e crimes graves, como o feminicídio, que frequentemente é precedido por violência verbal. O projeto também sugere um atendimento policial especializado para as vítimas, reconhecendo a vulnerabilidade delas e o risco de revitimização, com ênfase na importância das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams).

Além disso, a proposta altera a Lei Maria da Penha para incluir medidas de prevenção à violência doméstica, focando na identificação de fatores de risco. O texto propõe avaliações periódicas de ações governamentais e não governamentais, visando fortalecer os vínculos familiares e reduzir a dependência financeira que muitas mulheres enfrentam em situações de abuso. Para acompanhar a tramitação desse projeto, é possível acessar o site da Câmara dos Deputados e acompanhar as sessões e discussões sobre o tema.

Os próximos passos envolvem a votação do projeto no plenário, com a expectativa de que essa análise ocorra na última semana de junho. A proposta busca estabelecer diretrizes para a prevenção e proteção, enfatizando a responsabilidade familiar e comunitária na interrupção de padrões abusivos.

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