O filme “Dark Horse”, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro, gerou polêmica ao ter um custo total de US$ 13,4 milhões, cerca de R$ 75 milhões. De acordo com uma perícia privada contratada pela defesa da produtora Go Up Entertainment, o filme não recebeu recursos públicos. O laudo foi anexado a um inquérito que investiga a possível utilização irregular de verbas públicas no projeto, com suspeitas de que dinheiro de um contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, tenha sido desviado para a produção.
O laudo detalha que os gastos no Brasil entre junho de 2025 e junho de 2026 somaram R$ 20,9 milhões, enquanto os custos nos Estados Unidos foram de US$ 9,66 milhões, totalizando aproximadamente US$ 13,39 milhões. Esses valores correspondem a 56% dos R$ 134 milhões que teriam sido discutidos entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A perícia aponta que um fundo de investimento americano, o Havengate Development Fund, foi crucial para a produção, com aportes que totalizam US$ 13,3 milhões.
A defesa de Karina, liderada pelo advogado Ricardo Sayeg, sugere que o lançamento do filme seja adiado para evitar associações com a disputa eleitoral. Sayeg afirmou que a produção é isenta e que o objetivo de Karina é conquistar um Oscar. Enquanto isso, a Polícia Federal investiga se valores repassados por Vorcaro foram utilizados para cobrir despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, afastou um gerente da SPTuris, que tem ligações com empresas envolvidas nas investigações sobre o desvio de verbas.
Para acompanhar mais sobre o caso, os cidadãos podem acessar os documentos disponíveis nos sites oficiais ou acompanhar as sessões na Câmara Municipal de São Paulo.