No final de março, a seleção de futebol do Iraque se garantiu na Copa do Mundo, e Abdulla Adnan não perdeu tempo. Ele comprou ingressos para os jogos contra Noruega e França, que vão rolar em Boston e Filadélfia neste mês. Adnan, como muitos torcedores, está empolgado para ver seu país em campo, mas enfrenta dificuldades com o visto para os EUA. Essa é apenas a segunda vez que o Iraque participa do Mundial, a primeira foi em 1986.
Infelizmente, a situação não é fácil. Após a escalada de tensões entre os EUA e o Irã, os serviços consulares no Iraque foram suspensos, dificultando a obtenção de vistos. Adnan teve que viajar para a Jordânia para tentar obter o documento, mas, ao chegar, descobriram que, por não ser jordaniano, ele não poderia ser atendido. A viagem e os ingressos já custaram cerca de US$ 1.800 (aproximadamente R$ 9.400), e, diante da frustração, ele decidiu desistir de tentar um visto na Turquia, pois isso exigiria mais tempo longe de casa.
Além do Iraque, torcedores de outros países também estão enfrentando barreiras para conseguir visto, como os da Costa do Marfim e Senegal, que se sentem excluídos pelo sistema de vistos dos EUA. Segundo dados analisados pela BBC, 11 dos 48 países classificados para a Copa têm taxas de rejeição de vistos superiores a 40%. Para quem deseja acompanhar os jogos, é possível assistir pela TV em canais oficiais, mas a situação para os torcedores internacionais continua complicada. Com o torneio se aproximando, as próximas partidas e treinos vão ser cruciais para as seleções, e a expectativa só aumenta.