Na última segunda-feira (8), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez declarações polêmicas durante um evento em São Paulo, onde criticou o presidente Lula (PT) por sua posição contrária à decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. Flávio sugeriu que a classificação poderia ser uma chance de combater o que chamou de “poder paralelo” das facções. Ele enfatizou que a postura do presidente poderia ser interpretada como uma defesa dessas organizações.
Durante o almoço com o Grupo Voto, uma rede de mulheres empresárias, Flávio abordou temas como segurança pública e economia. Ele atribuiu a sensação de insegurança à administração do PT e defendeu a necessidade de endurecer as penas para crimes violentos. O senador afirmou que, com a política de desencarceramento promovida anteriormente, a impunidade aumentou e que a população sofre com a violência nas ruas, especialmente aqueles que não têm recursos para segurança privada.
O governo federal, por sua vez, discorda da classificação das facções como terroristas, argumentando que isso poderia abrir portas para ações militares dos EUA que ameaçariam a soberania do Brasil. Lula, em resposta às falas de Flávio, o chamou de “sem-vergonha de trair a pátria” por sua viagem a Washington, onde se encontrou com representantes do governo americano.
Flávio também fez promessas de adiar a reforma tributária e privatizar os Correios, mas não se aprofundou sobre quem seriam os possíveis candidatos para o Ministério da Fazenda. Ao final do evento, o senador não conversou com a imprensa e não comentou a decisão do TSE de retirar do ar uma pesquisa que indicava queda nas suas intenções de voto. Para quem deseja acompanhar as próximas movimentações políticas, é possível acessar o site do Senado e acompanhar as sessões, além de consultar canais oficiais para denúncias ou informações sobre as propostas em tramitação.