O governo de Lula acelerou o pagamento de emendas parlamentares em maio, liberando R$ 16,1 bilhões, o maior valor já transferido em um único mês durante este mandato. Essa decisão, tomada antes da votação da proposta que acaba com a jornada de trabalho 6×1, busca garantir apoio no Congresso e atender a uma nova regra orçamentária que exige repasses mais ágeis. Segundo informações da Folha, obtidas na plataforma Siga Brasil, a maior parte desse montante foi destinada a emendas individuais e das bancadas estaduais, com R$ 11,2 bilhões e R$ 3,3 bilhões, respectivamente.
Além disso, os R$ 16,1 bilhões liberados incluem R$ 1,5 bilhão de emendas de comissão e R$ 25,2 milhões de pagamentos atrasados de emendas de relator, que foram considerados inconstitucionais pelo STF em 2022. O governo geralmente realiza esses repasses por questões políticas, e, em maio, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado recebeu R$ 888 milhões, sendo a mais beneficiada. Os senadores Eduardo Braga e Giordano aparecem como os autores que mais receberam valores, com R$ 65 milhões e R$ 61 milhões, respectivamente.
Para acompanhar as atividades do Congresso, o público pode acessar as sessões através do site oficial da Câmara e do Senado, além de canais de denúncia e transparência disponíveis online. O governo ainda precisa liberar cerca de R$ 24,5 bilhões em emendas obrigatórias até o fim de junho para cumprir a LDO. A proposta que extingue a jornada 6×1 já passou pela Câmara, mas ainda deve ser analisada pelos senadores, e o cenário político promete esquentar à medida que as eleições se aproximam.