Na última quarta-feira (3), um episódio na Assembleia Legislativa de São Paulo gerou polêmica entre os deputados. A deputada Ana Carolina Serra (PSDB) acusou o líder do governo, Gilmaci Santos (Republicanos), de violência política de gênero após ele retirar o presidente da Sabesp, Carlos Augusto Piani, de uma audiência que ainda não havia iniciado por falta de quórum. Mesmo com menos da metade dos integrantes presentes, os deputados tentaram realizar uma sessão informal, mas Gilmaci discordou e decidiu retirar o executivo da sala, o que gerou um bate-boca com Serra.
A audiência foi convocada para que Piani prestasse esclarecimentos sobre problemas no abastecimento hídrico em São Paulo. Gilmaci argumentou que a reunião não tinha validade e que a presença de apenas representantes da oposição poderia levar a questionamentos jurídicos, já que não haveria transmissão oficial nem registros taquigráficos da sessão. Em resposta, a Executiva Estadual do PSDB repudiou a atitude de Gilmaci, afirmando que ele ultrapassou os limites do debate e desrespeitou o mandato da deputada. A nota do partido destacou que a violência política de gênero se manifesta quando mulheres sofrem constrangimento em suas funções.
Por outro lado, o Republicanos defendeu que a retirada de Piani foi uma ação técnica para que a audiência seguisse as normas do regimento interno da Assembleia. O partido negou qualquer insinuação de violência política de gênero e enfatizou que a atuação de Gilmaci foi pautada pela observância das regras. Para quem quiser acompanhar as sessões da Assembleia, as transmissões são feitas pelo site oficial, onde também é possível acessar documentos e informações sobre as atividades legislativas. Nos próximos dias, espera-se que o episódio gere discussões sobre as práticas democráticas na casa e possíveis audiências públicas para debater o assunto.