Na última quarta-feira, 3, o Fórum de Lisboa, organizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes, aconteceu em um auditório menor do que o esperado, devido à greve geral que paralisou serviços públicos em Lisboa. O evento, que deveria ter sido realizado na reitoria da Universidade, teve a participação de juristas, acadêmicos e autoridades, mas não atraiu o público considerado em outras edições, segundo Carlos Blanco de Morais, professor da instituição e um dos organizadores.
Apesar de ter reunido 432 debatedores e 70 painéis, o Fórum perdeu a intensidade política que marcava as edições anteriores, tornando-se mais uma jornada de debates jurídicos. O tema central foi a democracia, com discussões sobre inteligência artificial, regulação de big techs e redes sociais. Durante o evento, Gilmar Mendes abordou a importância de modernizar o Fórum, sugerindo que, a partir do próximo ano, os painéis sejam realizados apenas em inglês e que seja elaborado um documento final com metas para a edição comemorativa de 2027.
Para quem deseja acompanhar a programação do Fórum e outras atividades relacionadas, é possível acessar informações através dos canais oficiais do evento e das instituições envolvidas, como o IDP e a FGV. A agenda de votação e as audiências públicas ainda estão em tramitação, mas o Fórum de Lisboa segue sendo um espaço relevante para a troca de ideias na área do direito e políticas públicas.
Em relação aos impactos de eventos como esse, Luiz Felipe Salomão, vice-presidente do STJ, comentou que a baixa participação foi influenciada pelas eleições e pela Copa do Mundo, fatores que demandam atenção dos parlamentares e autoridades do Judiciário. Ele destacou que, apesar das dificuldades, o evento manteve sua relevância acadêmica e de discussão.