Na quinta-feira (4), o Brasil anunciou a intenção de adquirir até 20 caças Saab Gripen E, que são fabricados na Suécia e em Gavião Peixoto, em São Paulo. Se concretizada, essa compra aumentará a frota de Gripen, que já conta com 36 aeronaves encomendadas em 2014, para um total de 56. A decisão surpreendeu muitos envolvidos no programa, especialmente porque o orçamento da Defesa passou por um bloqueio significativo, com uma perda de R$ 4,36 bilhões este ano. O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, comentou que, devido à complexidade do setor, as negociações costumam ser lentas.
A Força Aérea Brasileira (FAB) tinha como meta inicial a aquisição de 120 caças avançados, mas em 2013 optou pelos 36 Gripen e firmou o contrato no ano seguinte. Em 2022, o ex-comandante da FAB, Carlos Almeida Baptista Junior, expressou interesse em mais 30 unidades. Desde então, também foi discutido um acordo em que o Brasil receberia 14 Gripen em troca da Suécia adquirir 4 aviões de transporte da Embraer. A proposta atual envolve um aditivo ao contrato de 2014, que é avaliado em R$ 29,5 bilhões, permitindo um acréscimo de até 25%, ou R$ 7,3 bilhões, ao longo dos anos.
Para quem quer acompanhar as discussões sobre o tema, é possível acessar informações sobre as sessões da FAB e consultar documentos através de seus canais oficiais. Além disso, as audiências públicas e a fiscalização por órgãos competentes são importantes para garantir transparência nesse processo. O cenário agora envolve a definição de como será feita a compra dos novos caças, enquanto o ministério ainda não deu detalhes sobre os próximos passos da negociação.