Nesta terça-feira (2), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, anunciou a necessidade de abrir um inquérito para investigar o envio de recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos Estados Unidos, supostamente para financiar o filme “Dark Horse”. Entre as suspeitas está a possibilidade de que esses valores tenham sido usados para cobrir despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos EUA desde fevereiro de 2025. A PF também busca entender se os recursos foram empregados em outras atividades ligadas a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o governo Donald Trump.
De acordo com Andrei, a PF analisou representações sobre esse caso nas últimas semanas e encaminhou uma delas para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve se manifestar sobre o assunto e definir o foro adequado. O diretor-geral afirmou que é essencial instaurar um inquérito separado para investigar as circunstâncias envolvidas, já que novos elementos surgiram, indicando possíveis articulações de pessoas no exterior contra o Brasil. Ele mencionou três possibilidades para a condução das investigações: integrar o caso ao que está sob a relatoria de André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF), mantê-lo com Alexandre de Moraes, ou distribuí-lo a outro ministro do STF.
Os recursos teriam sido transferidos pela Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, a um fundo controlado por aliados de Eduardo, localizado no Texas. Após a revelação do financiamento do filme, Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à presidência, negou a insinuação de que os recursos fossem destinados a Eduardo, afirmando que o dinheiro foi direcionado a um fundo específico para a produção. A PF quer esclarecer se os valores serviram realmente para o filme ou se parte deles custeou a vida de Eduardo nos EUA, onde ele se mudou alegando perseguição. Eduardo é réu no STF por acusação de coação e já se manifestou sobre as dificuldades financeiras que enfrenta, incluindo bloqueios em contas bancárias.
Para acompanhar o andamento desse caso, o público pode acessar informações por meio dos canais oficiais da PF e da PGR. As próximas etapas da investigação devem incluir a tramitação do inquérito e a definição de audiências públicas, além de uma possível fiscalização por órgãos competentes.