Na última segunda-feira, 1º de outubro, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação para investigar possíveis irregularidades no uso de dinheiro público na produção do filme “Dark Horse”, que retrata Jair Bolsonaro. A ação incluiu mandados de busca em quatro empresas que podem estar ligadas ao desvio de verbas. Entre elas, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama, que também comanda a produtora Go UP Entertainment. A investigação aponta que o ICB pode ter utilizado faturas consideradas “frias” para justificar despesas pagas pela prefeitura.
De acordo com o inquérito, quatro faturas somando R$ 8,5 milhões foram emitidas pela empresa Make One Lab, que atua no setor de tecnologia. A Justiça autorizou a operação com base em indícios de que as faturas apresentavam irregularidades, como numeração sequencial e datas de emissão iguais, sugerindo uma possível montagem para justificar saídas de recursos. Além disso, outras notas fiscais, canceladas pelas empresas emissoras, também foram utilizadas pelo ICB, totalizando R$ 2,4 milhões. A prefeitura, por sua vez, afirma que todos os 3.200 pontos de wi-fi contratados estão operacionais, com apenas 52 fora do ar para manutenção.
Os interessados em acompanhar a tramitação desse caso podem acessar o site da Polícia Civil e acompanhar as atualizações sobre as investigações. Além disso, é possível encontrar informações sobre como entrar em contato para denúncias ou acessar documentos relacionados à operação. A gestão da prefeitura, sob Ricardo Nunes (MDB), já declarou ter cooperado com as investigações e afirma que não encontrou irregularidades em seus processos. O próximo passo envolve a continuidade das investigações e a análise das provas coletadas durante a operação.