Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, gerando um intenso debate nas redes sociais. O anúncio, feito pelo secretário Marco Rubio, ocorreu dois dias após Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, afirmar que havia solicitado pessoalmente essa medida a Donald Trump. Essa decisão ajudou a desviar a atenção de um episódio negativo relacionado a Flávio, envolvendo áudios de Daniel Vorcaro. Entre os dias 27 e 30 de maio, Lula foi o nome mais mencionado nas discussões sobre o tema, aparecendo em quase 60% das mensagens, enquanto Flávio ficou com cerca de 40%.
A Palver, empresa que monitora grupos de WhatsApp e Telegram, revelou que as menções ao PCC e ao Comando Vermelho eram mínimas até 28 de maio, quando a notícia começou a circular. Após o anúncio, o tema tomou conta das redes, com Lula e Flávio juntos gerando 85% da conversa. Entre as postagens, 80% das opiniões sobre Lula eram negativas, enquanto a direita se dividiu em três narrativas principais: a validação dos argumentos contra o PCC e CV, a suposta vitória de Flávio junto a Trump e a crítica ao governo de Lula, considerado leniente com o crime.
Por outro lado, o governo tentou se posicionar, embora com menos força. A principal crítica é que o Brasil não deve ser tratado como um “republiqueta” e que essa classificação pode abrir portas para intervenções externas. O sentimento em relação a Flávio se aproxima de 54% de menções negativas, enquanto Lula é alvo de ataques mais intensos. Nos próximos dias, espera-se que ambos os lados explorem suas narrativas, especialmente com a Copa do Mundo se aproximando. A polarização aumentada poderá impactar outros candidatos na corrida eleitoral. Para quem quiser acompanhar as sessões e debates sobre o assunto, é possível acessar informações em canais oficiais e redes sociais.