Recentemente, o Congresso Nacional discutiu a proposta de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. A ideia, que partiu do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma viagem aos Estados Unidos, não avançou nas votações anteriores, mas obteve nova atenção com a declaração oficial dos EUA nessa quinta-feira (28). A classificação é vista por aliados de Flávio como uma forma de pressionar o governo Lula (PT), que se opõe a essa medida.
No passado, a proposta foi parte do PL Antifacção, um projeto de lei que passou pela Câmara em novembro e pelo Senado em dezembro. No Senado, a maioria dos senadores seguiu a orientação do relator Alessandro Vieira (MDB-SE), que argumentou que essa rotulação poderia abrir portas para uma intervenção externa no Brasil. No entanto, a proposta passou por mudanças significativas, especialmente na Câmara, onde o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) retirou a classificação de terroristas após pressões de aliados e do centrão.
A votação no Senado ocorreu em duas etapas. A primeira aprovou o texto principal, que não incluía a equiparação das facções a atos de terrorismo, com 64 votos a favor. Em seguida, uma emenda que propunha essa classificação foi rejeitada. Apesar da intensa discussão, Flávio Bolsonaro não estava presente para votar a favor da emenda, e sua ausência gerou polêmica.
Para quem está interessado em acompanhar as sessões do Congresso ou obter mais informações sobre o projeto, é possível acessar os canais oficiais da Câmara e do Senado, onde estão disponíveis documentos e detalhes sobre as votações. O PL Antifacção, após as alterações, foi novamente aprovado na Câmara em fevereiro e recebeu a sanção de Lula, com alguns vetos, no mês seguinte.