Na manhã desta sexta-feira (29), a Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) aprovou um relatório que afirma que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar em 1976, desafiando a versão oficial de que ele teria morrido em um acidente de carro. A aprovação aconteceu com 6 votos a favor e uma abstenção, e o relatório foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão. A análise da comissão conclui que a batida de um ônibus na traseira do veículo de JK, como afirmado anteriormente, nunca ocorreu. Essa nova interpretação foi reforçada em um comunicado do Ministério Público Federal (MPF).
O relatório surge em um momento significativo, já que 2026 marca os 50 anos da morte de JK. A CEMDP, que visa reconhecer e localizar pessoas que morreram ou desapareceram em razão de atividades políticas entre 1961 e 1988, reabriu o caso após a revelação da Folha de que novas investigações poderiam ser realizadas. A conclusão da comissão vai na contramão de investigações anteriores, que sustentaram a tese do acidente, incluindo a avaliação da Comissão Nacional da Verdade em 2014.
Para acompanhar as atividades da CEMDP e outras comissões, interessados podem acessar documentos e informações pelo site do MPF. Além disso, é possível acompanhar as sessões e os resultados das investigações por meio de canais oficiais de denúncia e contato disponíveis ao público. A expectativa agora é que a comissão continue sua tramitação e que novas audiências públicas sejam realizadas, permitindo um maior entendimento sobre as circunstâncias da morte de JK e o contexto político da época.