A trajetória de Marquinhos com a seleção brasileira passa por um momento decisivo. Depois da amarga eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, quando perdeu o pênalti que selou a saída do Brasil diante da Croácia, o zagueiro de 32 anos busca deixar essa lembrança para trás. Agora, como capitão da seleção e com uma carreira sólida no Paris Saint-Germain, Marquinhos se prepara para o próximo desafio, almejando uma nova história no Mundial.
No PSG, ele é um ícone. Desde que chegou ao clube francês em 2013, após passagens pelo Corinthians e Roma, Marquinhos se tornou um dos jogadores mais vitoriosos da história do time, acumulando 38 títulos, o que representa quase 65% das conquistas do clube. Ele levantou a taça da Liga dos Campeões e se tornou o atleta com mais partidas pelo PSG, com 522 jogos. Apesar das dificuldades no início da carreira, como falhas que marcaram sua trajetória, ele conseguiu conquistar a confiança da torcida, que hoje o homenageia com bandeiras e gritos em seus jogos.
Na seleção, a história é um pouco diferente. Marquinhos foi convocado pela primeira vez em 2013, mas não participou da Copa de 2014. Desde então, ele conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa América de 2019. A derrota no Qatar, no entanto, é uma cicatriz que ele carrega. Mesmo assim, sua posição como titular se manteve, com o técnico Carlo Ancelotti confiando em seu talento e liderança.
Os próximos compromissos da seleção incluem um amistoso contra o Panamá, no dia 31 de setembro, no Maracanã. Marquinhos se juntará ao grupo já nos Estados Unidos, após a final da Liga dos Campeões, onde ele pode se consagrar bicampeão. Ele espera que, ao final de julho, sua história mude, transformando o pênalti perdido em um mero detalhe na sua trajetória.