Nesta segunda-feira (25), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir um anteprojeto de lei que visa limitar os chamados “supersalários” no serviço público. O texto ainda está sendo elaborado, mas a ideia é ampliar a restrição a todas as áreas do serviço público, não se limitando apenas a magistrados e membros do Ministério Público. Segundo a nota do STF, a conversa abordou a necessidade de aprimorar o sistema remuneratório diante do aumento de vantagens financeiras que desafiam o teto constitucional.
Em março, o STF já tinha autorizado que algumas remunerações ultrapassassem o teto constitucional, que é de R$ 46.366, até que o Congresso aprove uma nova legislação sobre o assunto. A proposta atual estabelece que os benefícios adicionais, como diárias para viagens e adicionais por atuação em locais de difícil provimento, podem levar os salários a ficarem acima desse limite, mas com um teto específico de 70% do salário dos servidores. Além disso, uma resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) em abril regulamentou os penduricalhos, mas também criou novas formas de benefícios, como gratificações para membros com filhos pequenos.
Para quem deseja acompanhar o andamento dessas discussões, as sessões do Senado e do STF são transmitidas online, e documentos sobre o tema podem ser acessados nos sites oficiais de ambos os órgãos. Por fim, o governo federal também está trabalhando em uma proposta legislativa para limitar os penduricalhos, o que pode resultar em novos debates e audiências públicas em breve. Assim, é importante ficar atento às atualizações sobre essa questão que envolve o funcionalismo público.