Recentemente, uma discussão sobre o uso de votações simbólicas no Congresso ganhou destaque. Segundo um levantamento da Folha, de 2015 até 2025, as votações simbólicas superaram as nominais em praticamente todos os anos, com uma diferença significativa no Senado: em 2025, foram 126 votações simbólicas contra apenas 25 nominais. Na Câmara, o cenário foi semelhante, com 420 simbólicas e 215 nominais. Essas informações foram obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação e abrangem diversos tipos de proposições.
Essas votações simbólicas ocorrem quando o presidente da Casa decide que os parlamentares podem permanecer sentados se concordarem com a proposta. Se alguém se opõe, deve se levantar ou levantar a mão, mas nesse formato, os votos de cada parlamentar não são registrados. Uma votação polêmica recente na Câmara, que tratou de um pacote de benefícios para partidos políticos, foi aprovada dessa forma, gerando críticas de deputados que se sentiram prejudicados pela falta de registro dos votos. O presidente da Câmara, Hugo Motta, não estava presente no plenário durante a votação.
Para quem está acompanhando o que acontece no Congresso, é possível acessar os detalhes das sessões e documentos pela página oficial de cada Casa. As atas e notas taquigráficas também estão disponíveis online. No que vem pela frente, o Senado ainda precisa analisar a proposta aprovada na Câmara. Especialistas apontam que a predominância das votações simbólicas pode prejudicar a transparência, e há sugestões para que votações nominais sejam a regra, especialmente para matérias importantes, garantindo maior controle social sobre as decisões dos parlamentares.