Recentemente, a Polícia Federal indicou Breno Chaves Pinto, suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em uma investigação sobre fraudes em licitações do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Amapá. Embora Alcolumbre não esteja envolvido nas suspeitas, o indiciamento de Breno se relaciona a possíveis fraudes que somam pelo menos R$ 60 milhões. Em julho do ano passado, a PF já havia realizado buscas na casa de Breno durante a operação Route 156, onde apreendeu armas e munições.
O indiciamento de Breno inclui acusações de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. Em resposta, ele afirmou que se manifestará após analisar o relatório final da investigação e já havia negado anteriormente qualquer irregularidade. A assessoria de Alcolumbre destacou que o senador não tem relação com as atividades empresariais de seu suplente e que não interfere nas decisões do Dnit, que são de responsabilidade de órgãos competentes. O senador também defendeu que, se forem encontrados desvios na apuração, os responsáveis devem ser punidos conforme a lei.
Além disso, documentos financeiros indicam que uma empresa de Breno realizou saques em espécie que somam R$ 2,3 milhões, o que levanta suspeitas sobre a origem do dinheiro e possíveis práticas de lavagem de ativos. A empresa dele, LB Construções, já havia firmado contratos de R$ 354,5 milhões com verba federal no final de 2023 e início de 2024, sendo selecionada para obras significativas do Dnit e da Codevasf. Para acompanhar o desenrolar desse caso, é possível acessar os canais oficiais da PF e do Senado, onde são disponibilizadas informações sobre investigações e decisões administrativas.