O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve barrar nesta quinta-feira (21) mais uma vez a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista para investigar as fraudes do Banco Master. Essa expectativa é compartilhada por parlamentares de diferentes espectros políticos, tanto da oposição quanto da base governista. Atualmente, existem dois pedidos de abertura de CPIs mistas com as assinaturas necessárias, e de acordo com o regimento, a abertura deve ser automática na próxima sessão conjunta do Congresso, uma vez que os requerimentos tenham o apoio de 27 senadores e 171 deputados.
Hoje, há uma sessão convocada para analisar vetos do presidente Lula à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026. Embora Alcolumbre deva ler um dos requerimentos, as expectativas são de que ele ignore os pedidos novamente. Tanto a base governista quanto a oposição protocolaram seus pedidos de CPI, e líderes de ambos os lados devem cobrar a abertura em plenário. Nos bastidores, alguns parlamentares reconhecem que a instalação da CPI pode não ser do interesse de ninguém, dado o receio em relação às investigações. O governo teme que “uma CPI se sabe como começa, mas não como termina”, enquanto a oposição se preocupa com as ligações do senador Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na última sessão do Congresso, em abril, houve um acordo entre a oposição e Alcolumbre. O senador pautou a derrubada de um veto que beneficiava o ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto os bolsonaristas não cobraram a abertura da CPI. Agora, a oposição deve mudar essa estratégia e exigir que Alcolumbre atenda aos pedidos. Ambas as partes acreditam que o presidente do Senado pode optar por ignorar as solicitações e lidar com as consequências sozinho, já que a abertura da CPI também não seria vantajosa para ele, considerando sua ligação com Jocildo Silva Lemos, que está sob investigação da PF por aportes suspeitos no Banco Master.
Para acompanhar as atividades e decisões do Senado, os cidadãos podem acessar o site oficial do Senado e acompanhar as transmissões ao vivo das sessões. Além disso, é possível registrar denúncias e acessar documentos relacionados às investigações através dos canais disponíveis. A próxima sessão do Congresso pode ser um momento crucial para o andamento dessa questão, mas a expectativa é que Alcolumbre mantenha seu posicionamento.