A Justiça de Santa Catarina determinou que a Chapecoense pague R$ 450 mil à família do jornalista Giovane Klein, que faleceu no trágico acidente aéreo de 2016, na Colômbia. A decisão, da 2ª Vara Cível de Chapecó, reconheceu que o clube teve responsabilidade na contratação do voo 2933 da LaMia, que resultou na morte de 71 pessoas. A quantia será dividida entre a companheira e os pais de Giovane, que receberão R$ 150 mil cada um.
O juiz Giuseppe Battistotti Bellani destacou que a Chapecoense foi negligente ao optar pela LaMia, priorizando o custo baixo em vez da segurança. A sentença enfatiza que o clube não verificou adequadamente a regularidade da companhia aérea e as condições do voo, o que demonstra uma falta grave de cuidado, considerando o risco envolvido em uma atividade desse tipo. A Chapecoense tentou se isentar de responsabilidade, alegando que o acidente foi culpa do piloto e da empresa, além de argumentar que Giovane viajava como convidado. No entanto, esses argumentos foram rejeitados pelo juiz.
O acidente aconteceu em 29 de novembro de 2016, em Medellín, quando o avião levava jogadores, dirigentes e jornalistas para a final da Copa Sul-Americana. Apenas seis pessoas sobreviveram, incluindo jogadores da Chapecoense e o jornalista Rafael Henzel. Investigações colombianas apontaram que a falta de combustível foi a principal causa da tragédia, com a tripulação ciente das irregularidades do voo.
Para quem deseja acompanhar a Chapecoense, os próximos jogos e informações sobre ingressos podem ser conferidos no site oficial do clube. A equipe se prepara para suas próximas partidas e busca se reerguer após essa tragédia que marcou sua história.