Na última semana, o clima político em Goiás foi agitado por causa de vazamentos de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os áudios, revelados pelo Intercept Brasil, mostram Flávio cobrando parcelas do financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a vida de Jair Bolsonaro. A situação se complicou ainda mais quando uma nova reportagem revelou que Eduardo Bolsonaro teria assinado um contrato que lhe dava influência sobre o orçamento do filme, além de ter orientado o envio de recursos a um fundo no Texas, conhecido como Havengate. Embora o tema tenha atingido seu auge em 14 de maio, continua gerando discussões e polêmicas.
De acordo com a Palver, que monitora mais de 100 mil grupos de WhatsApp e Telegram, o assunto bombou nas redes. Desde que os áudios foram divulgados, as menções a “Vorcaro” saltaram para 46% das conversas que mencionam a família Bolsonaro. O pré-candidato Romeu Zema também entrou na mira, com suas menções triplicando após um vídeo em que criticava Flávio. O bolsonarismo respondeu rapidamente nas redes sociais, mas apenas 38% das mensagens se posicionaram em defesa de Flávio, que argumenta que o vazamento é “seletivo” e “criminoso”.
As críticas à família Bolsonaro foram mais expressivas, com 62% das mensagens se posicionando contra. A hashtag BolsoMaster ganhou destaque, associando o caso a questões de corrupção e desvio de dinheiro. Enquanto isso, Zema, que havia criticado Flávio, viu sua popularidade cair drasticamente, passando de 78% de menções positivas para 82% de negativas em menos de 24 horas. Essa reviravolta complicou suas relações com a campanha de Flávio.
Para acompanhar as discussões sobre o tema, é possível acessar sessões de câmara e documentos oficiais online. O cenário ainda é incerto, já que o bolsonarismo pode ter sua capacidade de reação reduzida, mas a possibilidade de novos desdobramentos permanece. Resta ver como a situação vai evoluir e como será interpretada nas redes sociais nos próximos dias.