O ex-ministro Aldo Rebelo anunciou que pode recorrer à Justiça se sua pré-candidatura à Presidência da República for barrada pelo Democracia Cristã (DC). A situação ganhou destaque após o partido lançar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, como seu pré-candidato, o que gerou divisões internas. Aldo foi oficializado como candidato em fevereiro e, segundo ele, a confirmação da candidatura de Barbosa pode levar a uma convenção ou até a um processo judicial. Ele acredita que a movimentação em torno de Barbosa é apenas uma estratégia de comunicação para medir a reação do público.
Integrantes da direção nacional do DC afirmam que a candidatura de Barbosa foi planejada em segredo e que pesquisas internas indicaram um bom desempenho dele, especialmente no Paraná e no Rio de Janeiro, em comparação a Aldo. O presidente nacional do DC, João Caldas, comentou que Barbosa tem um perfil mais reservado e que tudo acontece no tempo certo. Segundo ele, amigos de Barbosa comunicaram ao partido o interesse dele em concorrer, e o ex-ministro teria se filiado ao DC em 2 de abril.
No entanto, a recepção à candidatura de Barbosa não é unânime. O ex-deputado petista Cândido Vaccarezza, presidente do diretório de São Paulo do DC, afirmou que não apoiará a candidatura e que existem vozes contrárias dentro do partido, como a do presidente do diretório de Roraima, Paulo César Quartiero. Aldo Rebelo mantém sua agenda e, caso ambos permaneçam como pré-candidatos, a disputa deve ser decidida na convenção do DC, programada para acontecer entre julho e agosto. Para acompanhar as deliberações e a tramitação do processo, interessados podem acessar as informações diretamente nos canais oficiais do partido.