O ministro Flávio Dino, do STF, iniciou uma apuração preliminar sigilosa sobre emendas que foram destinadas à produtora do filme “Dark Horse”, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação surgiu após a divulgação de áudios do senador Flávio Bolsonaro, onde ele solicita recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para finalizar o longa, o que gerou um desgaste na sua pré-candidatura à presidência. Em março, deputados aliados do governo já haviam pedido a Dino que investigasse possíveis desvios em emendas destinadas a ONGs e projetos culturais.
A deputada Tabata Amaral complementou a solicitação, mencionando condutas do deputado Mário Frias, que, segundo ela, também estariam ligadas a irregularidades. Frias se posicionou afirmando que a verba era destinada a “projetos sociais devidamente estruturados”, negando qualquer relação com o filme. As emendas em questão foram propostas por Frias e outros dois parlamentares do PL: Bia Kicis e Marcos Pollon. Todos eles já foram convocados por Dino para prestar esclarecimentos.
Além disso, a produtora Go Up, envolvida no filme, tem vínculos com uma rede que recebeu emendas de deputados do PL e firmou contratos com a prefeitura de São Paulo durante a gestão de Ricardo Nunes. Essa informação contrasta com as declarações de Flávio Bolsonaro, que garantiu que não havia dinheiro público no financiamento do filme. Tabata e o deputado Pastor Henrique Vieira afirmam que houve desvio de finalidade, alegando descumprimento das normas do STF que exigem transparência na execução das emendas.
Para quem quiser acompanhar o andamento do caso, as sessões do STF podem ser acessadas pelo site oficial do tribunal. Além disso, denúncias sobre irregularidades podem ser feitas diretamente no portal da Ouvidoria do STF. Os próximos passos incluem a continuidade da investigação e a análise das manifestações dos parlamentares intimados.