Na última madrugada de domingo, 10 de abril, a Polícia Militar fez uma operação na reitoria da USP (Universidade de São Paulo) para desocupar o espaço, que estava ocupado por estudantes há três dias. Durante a ação, que aconteceu por volta das 4h15, foram usados gás lacrimogêneo e cassetetes, resultando na detenção de quatro alunos. A USP afirmou que não tinha sido avisada sobre a operação e criticou a ação da polícia. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que 50 policiais participaram da operação e que não houve feridos, mas cinco estudantes foram internados no Hospital Universitário após a ação.
Os alunos estão em greve desde 15 de abril e estão pedindo aumento na bolsa permanência de R$ 885 para cerca de R$ 1.000, além de melhorias nas moradias e na alimentação oferecida pela universidade. O reitor da USP, Aluisio Segurado, afirmou que não vai negociar com os estudantes após a ocupação e que já atingiu o limite orçamentário para reajustes. No centro de São Paulo, um protesto de alunos ocorreu na tarde de segunda-feira, 11, e terminou em confronto.
Os pré-candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), não se pronunciaram sobre a greve e a ação da polícia até o momento. O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) criticou a ocupação e defendeu uma abordagem mais rigorosa contra os participantes. Por outro lado, o ex-prefeito Paulo Serra (PSDB) pediu respeito ao patrimônio público e sugeriu a formação de uma mesa de negociação com os estudantes. Para quem deseja acompanhar a situação, as sessões da USP podem ser acompanhadas por meio do site oficial da universidade, onde também é possível acessar documentos e informações sobre as reivindicações. As próximas ações e mobilizações dos alunos devem continuar, e a pressão sobre as autoridades permanece alta.