Marrocos fez história ao se tornar a primeira seleção africana a se classificar para a Copa do Mundo de 2026, que acontecerá na América do Norte. O país, que surpreendeu o mundo ao chegar às semifinais do Mundial de 2022, no Qatar, agora leva não só seu futebol, mas também uma nova imagem que desafia estereótipos, sendo a maioria da população muçulmana. Durante sua trajetória no último torneio, os jogadores se ajoelhavam em agradecimento a Alá após cada vitória, transformando essas celebrações em momentos de fé e identidade, mesmo com a proibição da FIFA de exibições desse tipo.
A torcida marroquina também se destacou, criando uma atmosfera vibrante nas arquibancadas. Com bandeiras e instrumentos, eles conseguiram emplacar festas que rivalizaram com a empolgação dos fãs argentinos. Para a pesquisadora Francirosy Campos Barbosa, o sucesso da seleção rompeu com a visão negativa que muitas pessoas têm sobre sociedades islâmicas, normalmente associadas a problemas como terrorismo. Ela ressalta que a Copa do Mundo ajudou a mostrar o lado comunitário e familiar do Islã, especialmente nas cenas emocionantes dos jogadores com suas mães, que foram uma parte essencial do torneio.
A próxima Copa do Mundo trará novos desafios para Marrocos. O país jogará em locais como Nova York e Nova Jersey, onde a população muçulmana é bem menor. A presença de um prefeito muçulmano em Nova York, Zohran Mamdani, adiciona um novo contexto à participação da seleção. A equipe marroquina não só terá que lidar com o futebol, mas também com as percepções culturais e políticas nos Estados Unidos. Para quem quer acompanhar os jogos, a FIFA deve divulgar informações sobre ingressos e transmissões nos próximos meses. As próximas partidas e treinos da seleção estão programados para o início de 2026, enquanto os jogadores se preparam para mais uma jornada histórica.