Na última quinta-feira (7), o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que é o líder do governo na Câmara, propôs a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as fraudes relacionadas ao Banco Master. A proposta veio após a operação da Polícia Federal que atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pimenta ressaltou em uma publicação no X (ex-Twitter) que a nova fase da operação Compliance Zero evidencia a conexão do governo anterior com as fraudes, e defendeu que o Congresso precisa agir, sem deixar espaço para qualquer tentativa de encobrir as investigações.
A proposta de Pimenta surge em um cenário onde tanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), quanto o da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), têm mostrado resistência em avançar com os pedidos de CPI. Em fevereiro, Motta foi enfático ao dizer que não abriria a comissão, enquanto Alcolumbre tem ignorado os requerimentos, indicando que prefere não se envolver com essa questão em um ano eleitoral. Tentativas de investigar a situação em outras frentes, como as CPIs do INSS e do Crime Organizado, também não tiveram sucesso, com seus relatórios sendo rejeitados.
Para quem quer se manter informado sobre a situação, é possível acompanhar as sessões na Câmara e no Senado através dos sites oficiais das casas legislativas, onde também estão disponíveis os documentos e requerimentos. Denúncias podem ser feitas pelo canal de ouvidoria do Congresso. Os próximos passos incluem a tramitação dos pedidos de CPI, e a expectativa é que essa discussão continue nas próximas semanas, com audiências públicas sendo uma possibilidade em meio ao processo. A situação e as investigações ainda vão gerar desdobramentos, especialmente em um cenário político tão dinâmico.