Gianinna Maradona, filha do ícone do futebol Diego Armando Maradona, fez declarações impactantes durante o julgamento de sete profissionais de saúde acusados de negligência que resultou na morte de seu pai, em 25 de novembro de 2020. Em entrevista a diversos veículos, ela afirmou que existia um “plano” orquestrado pelo círculo próximo de Maradona, não necessariamente para matá-lo, mas para controlá-lo. Entre os citados estão o ex-advogado Matías Morla e o ex-assistente Maximiliano Pomargo, que, apesar de não serem réus neste processo, estão enfrentando um julgamento separado por suposta gestão fraudulenta das marcas do ex-jogador.
Gianinna destacou que, após a neurocirurgia de Maradona, alguns dos acusados convenceram a família de que a recuperação em casa era a única opção viável, em vez de uma internação psiquiátrica. Segundo ela, essa decisão visava evitar a intervenção judicial que poderia expor irregularidades nas finanças controladas por Morla. Ela ressaltou que a saúde de seu pai não era prioridade para o círculo próximo, que estava mais focado em questões financeiras. A convalescença ocorreu em uma casa em Tigre, sem os devidos cuidados médicos.
Maradona faleceu aos 60 anos, e Gianinna acredita que todos os acusados têm responsabilidade pela sua morte, especialmente o médico Leopoldo Luque. Ela mencionou que a equipe médica falhou em prestar os cuidados necessários, como exames fundamentais antes da morte do ex-jogador. Os sete réus negam as acusações e afirmam que Maradona morreu por causas naturais. Eles enfrentam penas que vão de oito a 25 anos de prisão, e o julgamento segue em andamento, enquanto a família se prepara para mais desdobramentos legais.