Nesta sexta-feira, 1º de Maio, movimentos de esquerda em Goiás se mobilizam para pressionar o Legislativo pelo fim da escala 6×1. A estratégia vem após uma semana de desafios para o governo Lula (PT) no Congresso, onde a relação com os parlamentares ficou tensa após a rejeição de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria. Assim, a proposta de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, enviada pelo governo, ganha destaque e é vista como uma forma de reverter essa situação antes das eleições.
O projeto de lei do governo é considerado mais flexível do que a proposta de emenda à Constituição da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e está tramitando de forma mais ágil no Congresso. Com 71% da população favorável à mudança, segundo o Datafolha, a pressão sobre os deputados aumenta, já que rejeitar a proposta pode prejudicar a reeleição de muitos deles. Os atos de 1º de Maio, que incluem manifestações em várias cidades, buscam reforçar essa demanda, com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC organizando um evento em São Bernardo do Campo, que contará com a presença de figuras políticas importantes.
Para quem deseja acompanhar as manifestações ou se informar sobre os desdobramentos, é possível acessar os canais oficiais dos sindicatos e acompanhar as sessões do Congresso pela TV Câmara e Senado. Denúncias relacionadas ao trabalho podem ser feitas através de canais de atendimento ao trabalhador. As próximas semanas devem ser decisivas, com a tramitação do projeto e novas audiências públicas agendadas. A expectativa é que a votação ocorra antes das eleições, mas a situação ainda é incerta, e a mobilização das categorias será fundamental para influenciar o processo.