O Partido Liberal (PL) está se mobilizando para debater a PEC que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1. A iniciativa surge em meio a críticas nas redes sociais, especialmente de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, e uma comissão especial deve ser instalada esta semana pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta foi alvo de acusações, com usuários afirmando que ele pretende atrasar a análise do texto.
Os deputados do PL pretendem usar essa comissão para enfraquecer a proposta do governo, argumentando que a redução da jornada de trabalho não trará benefícios diretos aos trabalhadores. Eles destacam que, na prática, os custos da mudança cairão sobre os mais pobres. O PL planeja direcionar suas mensagens para o eleitorado conservador e para os empresários, e está aguardando a formalização da comissão para lançar vídeos nas redes sociais. Um dos primeiros vídeos trará depoimentos de mulheres que expressam preocupação com a redução salarial que poderia vir com essa mudança.
A PEC em questão sugere a diminuição da carga horária semanal de 44 para 40 horas, com uma nova escala de 5×2, mas sem a redução dos salários. Empresários já apontam que a eliminação da jornada 6×1 pode gerar custos adicionais. Para quem quiser acompanhar o andamento da proposta, as sessões podem ser vistas pelo site da Câmara, que também disponibiliza canais para denúncias e informações sobre a tramitação. A agenda de votação e as audiências públicas relacionadas ao tema devem ser acompanhadas de perto, pois podem impactar a discussão sobre as condições de trabalho no Brasil.