O ex-assessor presidencial Filipe Martins recebeu a informação de que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, confirmou a condenação dele em um processo relacionado a uma suposta trama golpista. Martins foi sentenciado a 21 anos de prisão e já está cumprindo pena em um presídio de Ponta Grossa, no Paraná, desde o fim do ano passado, devido a uma prisão preventiva. A defesa de Martins afirma que essa situação já dura mais de 800 dias e critica a aplicação de penas antes mesmo da condenação formal.
De acordo com os advogados, Martins esteve preso por seis meses em 2024, após ser acusado de ter viajado para os Estados Unidos no final do governo Jair Bolsonaro, mas foi liberado quando ficou provado que ele não fez essa viagem. A nova prisão preventiva foi decretada sob a alegação de que ele acessou o LinkedIn, violando a proibição de contato com redes sociais, um ponto que ele nega. A defesa também menciona que Martins passou 10 dias em uma cela sem iluminação e 50 dias em isolamento, apesar de alertas sobre riscos à sua integridade física. Eles comparam essa situação a casos anteriores de prisões preventivas longas que eram criticadas como tortura.
Além disso, Martins teve pedidos de entrevista censurados, incluindo um da Folha de S.Paulo. A condenação dele se baseia na suposta participação na produção de uma “minuta do golpe”, que, segundo seus advogados, nunca foi encontrada em seus arquivos ou comunicações, e ele não participou da reunião relacionada ao caso.
Para quem deseja acompanhar o andamento do processo ou obter mais informações, é possível acessar os canais oficiais do STF e consultar os documentos disponíveis no site do tribunal. Nos próximos passos, a defesa deve seguir com recursos e verificar a possibilidade de novas audiências sobre a situação de Martins.