Na Câmara dos Deputados, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, afirmou que, para aprovar o fim da escala 6×1, o governo precisará apresentar boas contrapartidas para as empresas. A fala veio após a aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente da Câmara, Hugo Motta, deve formar uma comissão especial para discutir o assunto nos próximos dias. O PL planeja sugerir algumas mudanças no texto, como o pagamento por hora trabalhada, uma proposta que também foi levantada pelo candidato à presidência, Romeu Zema.
De acordo com informações de bastidores, os deputados do PT estão relutantes em apoiar uma ajuda financeira às empresas e em aprovar uma desoneração. No entanto, eles reconhecem a necessidade de encontrar soluções para acelerar a votação. Sóstenes destacou que, sem contrapartidas, a aprovação do texto poderá ser complicada. Ele enfatizou que o governo precisará abrir os cofres para facilitar a tramitação da proposta, caso contrário, a situação se tornará difícil.
Alguns deputados da oposição estão tentando atrasar a votação da PEC, utilizando o máximo de sessões permitidas, que totalizam 40. Se essa estratégia for seguida, a proposta pode não ser aprovada até o final do semestre. O deputado Fausto Pinato criticou a pressa da votação, afirmando que o tema é muito importante para ser tratado de maneira apressada. Por outro lado, governistas receberam a confirmação do presidente da Câmara sobre a intenção de dar agilidade ao processo, com a meta de aprovar o texto até o final de maio.
Para quem quiser acompanhar a tramitação das sessões, é possível acessar as informações pelo site da Câmara dos Deputados. Além disso, canais de denúncia e contato oficial estão disponíveis para a população.