Nesta terça-feira, dia 21, a filha de Diego Maradona, Gianinna, prestou depoimento em um julgamento na Argentina sobre a morte do ícone do futebol, que ocorreu em 2020. Durante a audiência em San Isidro, Gianinna afirmou que a equipe médica que cuidava do pai cometeu uma “manipulação absoluta e horrível”. Ela e seus irmãos foram levados a acreditar que a internação domiciliar em que Maradona estava era bem equipada, mas, segundo ela, isso não condizia com a realidade. Maradona se recuperava de uma cirurgia no cérebro quando faleceu.
Gianinna não poupou críticas ao neurocirurgião Leopoldo Luque, à psiquiatra Agustina Cosachov e ao enfermeiro Carlos Díaz, afirmando que, enquanto conversavam com a família, estavam desenvolvendo uma estratégia para se proteger caso algo acontecesse com Maradona. A filha do campeão mundial de 1986 ficou bastante irritada ao ouvir áudios onde a equipe médica discutia como se precaver. O julgamento, que começou no dia 14 de novembro, é uma nova tentativa após a anulação de um primeiro processo, no qual se descobriu que uma juíza tinha vínculos com um documentário sobre o caso.
O advogado de Luque afirmou que ele está disposto a depor sempre que necessário, e, além dele, Cosachov e Díaz, outros quatro acusados podem enfrentar até 25 anos de prisão por homicídio com dolo eventual. O julgamento seguirá com cerca de 120 testemunhas a serem ouvidas, e está programado para ocorrer até julho, com audiências acontecendo duas vezes por semana. A morte de Maradona, aos 60 anos, foi atribuída a uma crise cardiorrespiratória e um edema pulmonar, mas as defesas alegam que seu falecimento ocorreu por causas naturais.