O promotor Plínio Gentil, do Ministério Público de São Paulo, se manifestou após o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, anular a nomeação da promotora Mirella Monteiro para o Grupo de Atuação Especial de Educação (Geduc). Gentil havia escolhido Mirella para ocupar uma das três vagas do Geduc, que estava sem ocupante desde janeiro, durante seu período à frente do órgão enquanto Costa se afastava para sua campanha de reeleição. Mirella, que possui uma trajetória acadêmica focada em políticas públicas de educação, é contrária a algumas iniciativas da gestão atual, como o programa de escolas cívico-militares.
No entanto, na terça-feira, Costa foi reconduzido ao cargo e decidiu revogar a escolha de Gentil, nomeando o promotor Edi Lago em seu lugar. Gentil argumentou que a escolha de Mirella se baseou em sua qualificação e no fato de que a vaga anterior era ocupada por uma mulher, o que ajudaria a equilibrar a composição do Geduc, que atualmente conta com dois homens entre seus membros. Costa, por sua vez, justificou a nomeação de Lago com o critério de antiguidade, destacando a experiência e o respeito que Lago possui dentro da instituição.
A decisão gerou descontentamento entre alguns membros do Ministério Público, que apontaram que Costa já havia feito outras nomeações sem seguir o mesmo critério de antiguidade. O Painel tentou esclarecer mais sobre essas nomeações, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria. Para quem deseja acompanhar as sessões do Ministério Público ou comunicar denúncias, é possível acessar os canais oficiais disponíveis no site da instituição. Nos próximos dias, a tramitação e possíveis novos desdobramentos sobre as nomeações e atividades do Geduc devem ser monitorados de perto.