Nos últimos meses, o presidente Lula (PT) tem intensificado suas ações voltadas para as mulheres, em resposta a uma queda na popularidade entre esse público nas pesquisas de intenção de voto. Desde o início do ano, ele participou de mais de dez iniciativas, incluindo seminários e anúncios de medidas que beneficiam as mulheres, sempre acompanhado da primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja. A influência dela na agenda presidencial tem sido notada, especialmente em eventos como o Pacto contra o Feminicídio, que foi assinado entre os três Poderes após o aumento de crimes dessa natureza no Brasil.
A pesquisa mais recente do Datafolha revelou que a vantagem de Lula entre as mulheres diminuiu. Em março, ele contava com 50% de apoio, mas em abril essa diferença caiu para apenas 4 pontos percentuais, com 47% para o petista e 43% para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), uma mudança que demonstra a necessidade de Lula fortalecer sua conexão com esse eleitorado. Também foi destacado que, apesar das ações promovidas, o ministério de Lula continua majoritariamente masculino, com a participação feminina reduzida após a saída de algumas ministras para as eleições.
O governo sancionou diversas leis que visam combater a violência contra a mulher, incluindo a tipificação do vicaricídio e a regulamentação da profissão de doula. Em fevereiro, foi publicado um decreto para aprimorar o Ligue 180, serviço de denúncias. Para quem deseja acompanhar as ações do governo ou fazer denúncias, o número do Ligue 180 continua disponível. As próximas etapas incluem a tramitação de projetos no Congresso e a realização de audiências públicas sobre temas relacionados à mulher, que devem seguir na agenda do governo nos próximos meses.