Recentemente, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) alterou sua posição sobre o influenciador Monark, pedindo sua condenação por danos morais devido a uma declaração de 2022, onde ele defendeu a criação de um partido nazista no Brasil. Em março deste ano, o promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos havia sugerido o arquivamento do caso, alegando que Monark se expressava dentro da liberdade de convicção. Contudo, após a troca de promotor, Ricardo Manuel Castro assumiu o caso e solicitou que o juiz desconsidere a manifestação anterior, propondo a condenação de Monark a um pagamento de R$ 4 milhões.
A mudança no posicionamento do MP-SP ocorreu em um contexto de instabilidade na promotoria responsável, já que o cargo de promotor estava vago temporariamente. A nova manifestação do MP-SP afirma que a defesa da criação de um partido nazista não se encaixa no direito à liberdade de expressão. O novo promotor destacou que a declaração de Monark sugere um apoio à postura antissemita, o que é inaceitável.
A defesa de Monark, por sua vez, reagiu com surpresa à nova solicitação do MP-SP e argumentou que o promotor anterior havia reconhecido que as acusações se baseavam em interpretações fora de contexto. Os advogados defendem que Monark estava expressando uma visão anarquista sobre a liberdade de expressão e associação. O caso teve início em 2022, durante um episódio do podcast Flow, onde Monark fez comentários controversos sobre o nazismo, o que levou a uma reação negativa, incluindo a saída de patrocinadores.
Para acompanhar o desenrolar desse caso, o público pode acessar o site do MP-SP e as redes sociais do órgão, onde são divulgadas informações sobre processos e decisões. O próximo passo será a tramitação da ação civil pública, que pode incluir audiências e manifestações adicionais dos envolvidos.