Nesta quarta-feira (15), a oposição no Congresso Nacional se manifestou contra os ministros do STF, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, após críticas ao relatório da CPI do Crime Organizado. Os deputados, incluindo o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), afirmaram que o relatório pedia o indiciamento dos ministros e questionaram a separação dos Poderes. Gilberto destacou que um senador foi ameaçado de inelegibilidade por apresentar seu relatório, o que considerou inaceitável em uma democracia.
Os parlamentares, que também pediram apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), realizaram uma caminhada até o Supremo para se reunir com os ministros Luiz Fux e André Mendonça. O encontro começou por volta das 16h30 e contou com a presença de outros deputados, como Marcel van Hattem (Novo-RS) e Bia Kicis (PL-DF). Esse movimento aconteceu após o relatório da CPI ser rejeitado na terça-feira (14), em uma articulação entre o Supremo e o governo Lula (PT). Os ministros do STF alegaram que o relatório extrapolou o escopo original da investigação e apresentava um viés eleitoreiro.
Gilmar Mendes, durante suas declarações, mencionou que o uso de estratégias de exposição midiática contra o Judiciário não é algo novo. Ele fez uma analogia, dizendo que em seu estado, as pessoas têm medo de assombrações que na verdade não existem. Toffoli, por sua vez, classificou o relatório como um abuso de poder, ressaltando que seu objetivo estava claramente voltado para a conquista de votos.
Para quem deseja acompanhar os desdobramentos desse caso, as sessões do Congresso podem ser acompanhadas pela TV Câmara e pela TV Senado. Além disso, denúncias e informações podem ser enviadas aos canais de comunicação oficiais das casas legislativas. As próximas etapas incluem a tramitação de novos projetos e possíveis audiências públicas, enquanto a oposição continua a fiscalizar as ações do Executivo e do Judiciário.