O governo Lula decidiu adiar a discussão sobre a regulação do trabalho por aplicativos para 2027. Apesar da sugestão do deputado Augusto Coutinho, do Republicanos-PE, de apresentar um novo texto, o Planalto optou por não fazer nenhuma proposta neste momento. O relatório existente atendeu a várias demandas das plataformas ao sugerir uma alternativa para o pagamento de uma taxa mínima aos trabalhadores. No entanto, o governo apontou pelo menos oito pontos que, segundo sua avaliação, poderiam retirar direitos dos entregadores.
Durante uma reunião com ministros, Lula criticou o texto atual e pediu mudanças. Coutinho, por sua vez, afirmou que “lavou as mãos” e sugeriu que, se o governo estava insatisfeito, deveria elaborar um novo projeto para enfrentar a questão. No entanto, o Palácio do Planalto não quer se envolver nesse debate agora, pois a análise entre os ministros é de que isso poderia gerar mais desgaste político. Por isso, muitos defendem que a discussão só retorne após as eleições, priorizando outros temas, como o fim da escala 6×1.
Além disso, o clima está tenso, já que trabalhadores de aplicativos estão realizando protestos em várias cidades, criticando o projeto de regulamentação em discussão. Para quem quer acompanhar a tramitação desse tema, é possível assistir às sessões e acessar documentos oficiais nos sites das câmaras e do Senado. Também existem canais de denúncia disponíveis para que a população possa se manifestar sobre o assunto. Os próximos passos incluem a definição de uma nova agenda de votação e a possibilidade de audiências públicas para discutir as propostas relacionadas ao trabalho por apps.