Nesta terça-feira (15), o governador interino de Goiás, Ricardo Couto, anunciou uma auditoria nos contratos das secretarias estaduais que ultrapassam R$ 1 milhão. A medida foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial, logo após a Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) dar início ao processo de escolha de um novo presidente. Enquanto isso, Couto segue no comando do governo até que o Supremo Tribunal Federal (STF) finalize o julgamento sobre sua permanência no cargo, que se estende até a eleição de um governador-tampão prevista para dezembro.
A auditoria ficará sob a responsabilidade da Casa Civil, que agora é liderada pelo procurador Flávio Willeman, e da Controladoria-Geral do Estado (CGE). O objetivo dessa ação é ajustar as finanças estaduais, reduzir o déficit de R$ 19 bilhões e garantir a conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os titulares das secretarias e autarquias têm 15 dias úteis para enviar um relatório detalhando as atividades, programas e contratos que excedem R$ 1 milhão, além de informações sobre licitações e contratações emergenciais.
Couto também revogou um decreto anterior que diminuía a proteção ambiental na APA de Tamoios, ação que gerou críticas de grupos de proteção ambiental. As novas medidas foram anunciadas enquanto a Alerj se prepara para discutir a eleição de um novo presidente, já que o cargo está vago desde a prisão de Rodrigo Bacellar.
Para acompanhar as sessões e se informar sobre as próximas votações, os cidadãos podem acessar o site da Alerj. A auditoria da CGE deve ser finalizada em 45 dias e, caso sejam encontradas irregularidades, Couto será notificado para tomar as devidas providências. A expectativa é que a eleição para a presidência da Alerj aconteça em breve, já que a situação política do estado continua em transição.