O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB), sugeriu o indiciamento dos ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, acusando-os de crimes de responsabilidade que poderiam levar a pedidos de impeachment. A proposta de indiciamento está ligada a uma investigação sobre o Banco Master, onde Vieira aponta que Moraes e Toffoli teriam agido de forma inadequada em relação às suas funções, especialmente devido à relação com o banco. No caso de Gilmar, a acusação é de que ele teria interrompido quebras de sigilo da CPI para proteger os colegas.
O indiciamento, que é uma formalização de crimes atribuídos a indivíduos, ainda precisa passar pela aprovação da CPI em uma sessão marcada para esta terça-feira (14). Além dos três ministros, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também está na mira por não investigar autoridades ligadas ao caso. A CPI foi criada para abordar o crime organizado no Brasil, mas acabou se direcionando para investigar as conexões do Banco Master com figuras de destaque, incluindo ministros do STF.
Vieira também mencionou um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, que teria gerado pagamentos de R$ 80,2 milhões em dois anos. O senador destaca que isso poderia comprometer a imparcialidade de Moraes em questões envolvendo o banco. Ele citou mensagens entre Moraes e o dono do Master, Daniel Vorcaro, que indicariam uma troca de informações antes de ações judiciais. Moraes nega as acusações, que incluem até tentativas de influenciar decisões do Banco Central sobre a compra do Master pelo BRB.
Para quem deseja acompanhar as discussões da CPI, as sessões estão disponíveis em canais oficiais e é possível acessar documentos relevantes pelo site do Senado. As próximas etapas incluem a votação do relatório e possíveis audiências públicas para aprofundar as investigações.