A recente criação da personagem Dona Maria, um avatar gerado por inteligência artificial (IA), tem gerado discussões sobre o impacto das novas tecnologias nas eleições. Dona Maria, que se apresenta como uma mulher negra e idosa, ganhou popularidade nas redes sociais ao criticar a atuação do governo, especialmente do presidente Lula, em um momento em que o cenário político está polarizado. Desde sua primeira aparição em junho de 2025, os vídeos dela já acumulam milhões de visualizações, atraindo tanto apoiadores quanto críticos.
O criador de Dona Maria, Daniel Cristiano dos Santos, morador de Magé (RJ), utiliza ferramentas como Gemini do Google para produzir seus conteúdos. Ele afirma que a ideia surgiu como uma forma de expressar suas opiniões sem precisar se expor. Daniel também reconhece que o tom agressivo da personagem é uma estratégia para chamar a atenção nas redes sociais, onde assuntos que geram indignação costumam ter um maior engajamento. A média de interações nos posts de Dona Maria é comparável à de políticos tradicionais, revelando como a IA pode se tornar uma ferramenta poderosa em campanhas eleitorais.
O impacto desse tipo de conteúdo nas eleições é tema de debate entre especialistas. Alguns alertam que a IA pode confundir os eleitores e gerar desinformação, uma vez que o conteúdo é produzido sem rótulos claros sobre sua origem. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já se manifestou sobre a necessidade de regulamentar o uso de IA nas campanhas, mas ainda enfrenta dificuldades para monitorar essa nova realidade, que permite que qualquer pessoa crie e compartilhe conteúdos com aparência profissional.
Para quem deseja acompanhar a evolução desse tema, é possível acessar as sessões da Justiça Eleitoral e consultar documentos oficiais através do site do TSE. O desafio, segundo analistas, é garantir que as eleições se mantenham justas e transparentes em um cenário onde a tecnologia avança rapidamente.