Nesta segunda-feira, 13, em Orlando, Flórida, Alexandre Ramagem, ex-deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro, foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos. A prisão gerou reações entre políticos da base do governo Lula, que pediram sua deportação ao Brasil. A ex-ministra Gleisi Hoffmann, do PT, comentou que a detenção é um reflexo do que é viver sob um governo autoritário, referindo-se ao ex-presidente Donald Trump, e desejou que Ramagem cumpra sua pena por tentativa de golpe de Estado.
Ramagem, que está foragido da Justiça brasileira, saiu do país no ano passado e foi condenado pelo STF a 16 anos e um mês de prisão, além da perda do mandato. É importante destacar que a detenção nos EUA não está relacionada a essa condenação. O ex-diretor-geral da Abin foi apreendido por questões de imigração, já que seu visto estava expirado. Aliados de Ramagem afirmam que ele não corre risco de deportação, alegando que a prisão se deu por uma infração leve no trânsito.
O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, e o líder do PT, Pedro Uczai, criticaram a situação, ressaltando a ironia de que Ramagem, admirador de Trump, tenha sido detido sob sua administração. O ex-ministro Zé Dirceu também comentou que “nem Trump está protegendo os bolsonaristas”. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Ramagem saiu do Brasil de forma clandestina pela fronteira com a Guiana.
Para quem quer acompanhar esses desdobramentos, é possível acessar as sessões da Câmara e outros documentos oficiais pela página do Congresso Nacional. Além disso, canais de denúncia estão disponíveis para quem quiser reportar irregularidades. Agora, o próximo passo será acompanhar a tramitação do pedido de extradição que já foi solicitado ao STF.