A Copa do Mundo de 2026, que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá, pode ser a última do continente sem adaptações significativas para lidar com as mudanças climáticas, segundo um estudo recente. O relatório “Campos em Perigo”, elaborado por Football for the Future, Common Goal e Jupiter Intelligence, revela que 10 dos 16 estádios que receberão jogos estão em alto risco de enfrentar estresse térmico extremo. Até 2050, quase 90% dos locais da competição precisarão se adaptar ao calor intenso e, ainda segundo o estudo, um terço deles enfrentará problemas com o fornecimento de água.
Dentre os atletas que comentaram sobre a situação, o campeão mundial espanhol Juan Mata destacou a importância de se atentar à crise climática, especialmente após as inundações que afetaram Valência no ano passado. A Copa do Mundo de Clubes deste ano, realizada nos EUA, já mostrou um quadro preocupante, com jogadores relatando condições de jogo “impossíveis” devido ao calor extremo e tempestades, levando a Fifa a implementar pausas para resfriamento e hidratação.
O estudo também revela que 14 dos 16 estádios da Copa de 2026 ultrapassam limites de segurança para jogos, com temperaturas que podem chegar a 35 graus Celsius. Cidades como Dallas e Houston foram as mais impactadas, enfrentando dias intensos de calor. Além disso, o relatório alerta que, sem ações significativas, os riscos climáticos devem aumentar e sugere que torneios possam ser transferidos para meses mais frios ou regiões com climas mais amenos.
Para quem deseja acompanhar a Copa do Mundo de 2026, informações sobre ingressos e transmissões serão divulgadas em breve. Fique ligado nas atualizações oficiais e nos compromissos das seleções, que prometem ser intensos, especialmente com o aumento do número de países participantes e jogos.