Em resumo

O TRE do Rio autorizou a abertura de inquérito contra o deputado estadual e candidato à reeleição Alexandre Knoploch, do PL, após episódio em frente ao comitê de campanha de Flavio Serafini, na Tijuca. A Justiça Eleitoral suspendeu temporariamente o porte de armas do parlamentar, determinou a entrega das armas registradas em seu nome à Polícia Federal e impôs outras medidas cautelares, como a proibição de acesso ao comitê e de contato com pessoas citadas no caso.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro autorizou a abertura de inquérito policial para investigar o deputado estadual e candidato à reeleição Alexandre Knoploch (PL). A decisão, tomada na quarta-feira 30, também determinou a suspensão temporária do porte de armas do parlamentar e a entrega de todas as armas registradas em seu nome à Polícia Federal.

A medida foi tomada a partir de pedido da Procuradoria Regional Eleitoral, depois de um episódio registrado na segunda-feira 28 em frente ao comitê de campanha do deputado estadual Flavio Serafini (PSOL), na Tijuca, zona norte do Rio. Segundo a decisão, Knoploch teria ido ao local durante atividade de campanha e, após uma discussão, usado spray de pimenta contra pessoas que estavam no comitê. Testemunhas também relataram que ele exibiu uma arma de fogo durante a ocorrência.

Parte dos fatos foi registrada em vídeos, e o próprio parlamentar admitiu publicamente ter usado o spray de pimenta. A notícia-crime apresentada por Serafini deu origem ao procedimento na Procuradoria Regional Eleitoral, que pediu ao TRE autorização para instaurar o inquérito e adotar medidas cautelares.

A Procuradoria aponta, em tese, possíveis crimes como impedimento do exercício da propaganda eleitoral, violência política de gênero, injúria na propaganda eleitoral, lesão corporal, ameaça e desobediência, além da necessidade de apurar eventual porte ilegal de arma de fogo.

Ao analisar o caso, a relatora considerou haver elementos suficientes para justificar a investigação. A decisão cita depoimentos de vítimas e testemunhas, registro de ocorrência, vídeos e publicações em redes sociais. No despacho, a magistrada destacou a necessidade de prevenir novos confrontos políticos às vésperas da eleição.

Com a decisão, Knoploch deverá comparecer à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio em até 24 horas após ser intimado para entregar temporariamente todas as armas registradas em seu nome. A suspensão do porte e as demais medidas cautelares valem até 5 de outubro, após o primeiro turno.

O deputado também ficou proibido de acessar o comitê de campanha de Flavio Serafini e de comparecer a atos de propaganda eleitoral do parlamentar dos quais tenha conhecimento. A Justiça ainda determinou que ele não mantenha contato, inclusive por redes sociais ou por intermédio de terceiros, com Maria de Lourdes do Carmo, Cíntia Teixeira de Souza Silva, Anna Cecília Faro Bonan, Sérgio Augusto Rodrigues Belerique e integrantes das equipes de campanha de Serafini e de Maria de Lourdes.

A atuação parlamentar de Knoploch na Assembleia Legislativa do Rio foi preservada. O inquérito será conduzido pela Polícia Federal, sob supervisão do TRE-RJ, com prazo inicial de 30 dias para conclusão. Entre as diligências autorizadas estão a oitiva de vítimas, testemunhas e policiais, a perícia dos vídeos, a preservação de imagens de câmeras de segurança e o levantamento de informações sobre registros de armas, porte, condição de CAC e eventuais guias de tráfego do investigado.

Conteúdo produzido pela Redação Sai na Mídia. Fonte consultada: G1.

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Perguntas frequentes

O que o TRE-RJ decidiu sobre Alexandre Knoploch?

O TRE-RJ autorizou a abertura de inquérito policial, suspendeu temporariamente o porte de armas do deputado e determinou a entrega das armas registradas em seu nome à Polícia Federal.

Por que a decisão foi tomada?

A decisão atendeu a pedido da Procuradoria Regional Eleitoral após um episódio em frente ao comitê de campanha de Flavio Serafini, na Tijuca.

Quais medidas cautelares foram impostas ao parlamentar?

Ele deverá entregar as armas à Polícia Federal, fica proibido de acessar o comitê de campanha de Flavio Serafini, de comparecer a atos de propaganda eleitoral do parlamentar e de manter contato com pessoas citadas na decisão.

Até quando valem as medidas cautelares?

As medidas valem até 5 de outubro, após o primeiro turno.

Quem conduzirá o inquérito?

O inquérito será conduzido pela Polícia Federal, sob supervisão do TRE-RJ, com prazo inicial de 30 dias para conclusão.