Em resumo

A Santa Casa de Anápolis foi condenada a pagar R$ 20 mil a uma mãe que recebeu falso positivo para HIV antes do parto, em novembro de 2024. Ela fez cesárea, foi impedida de amamentar e tomou antirretrovirais. O exame negativo saiu dias depois, mas ela só soube 18 dias mais tarde. A Justiça apontou uso incorreto de testes do mesmo fabricante.

A Santa Casa de Misericórdia de Anápolis foi condenada a pagar R$ 20 mil por danos morais a uma mãe que recebeu um falso diagnóstico de HIV antes de dar à luz, em 16 de novembro de 2024.

Por causa do resultado, a paciente foi submetida a uma cesárea, proibida de amamentar a filha recém-nascida e, junto com a bebê, passou a tomar antirretrovirais. "Meus exames de pré-natal deram tudo negativo", contou a mulher, que disse ter ficado em choque.

Um exame confirmatório feito em 17 de novembro deu negativo, e o resultado entrou no sistema do hospital no dia 21. Mesmo assim, ela recebeu alta sem ser avisada e só descobriu que não tinha o vírus em 5 de dezembro, ao buscar o laudo por conta própria, depois de 18 dias acreditando estar infectada.

A 6ª Vara Cível de Anápolis reconheceu que a unidade usou dois testes rápidos do mesmo fabricante, quando o Ministério da Saúde exige metodologias diferentes para confirmar o diagnóstico, e que falhou ao não informar o resultado antes da alta. A condenação inicial foi de R$ 10 mil, valor elevado para R$ 20 mil pelo Tribunal de Justiça de Goiás após recurso da paciente.

Em nota, a Santa Casa disse respeitar a decisão e afirmou que, diante do resultado inicialmente reagente, adotou as medidas preventivas previstas nos protocolos sanitários para proteger mãe e bebê.

Conteúdo produzido pela Redação Sai na Mídia. Fonte consultada: G1 Goiás.

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